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Pesquisa

Ilustração de um cérebro
Pesquisa

O Verdadeiro Segredo para um Cérebro Saudável

por Marcos 16 Agosto, 2017

Já participaste da “febre” dos  sudokus que prometiam fazer bem ao cérebro, adiar ao máximo o declínio cognitivo ou melhorar a memória? Se não levas jeito para eles, ou se não tens paciência para este tipo de actividade, podes ficar tranquilo! Hoje trazemos-te um “novo” exercício para o teu cérebro. Literalmente. Exercício.

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16 Agosto, 2017 0 comentário
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Foto de 4 Imperiais (cerveja) numa mesa
Pesquisa

Os benefícios que um copinho de vinho (não) tem…

por Débora 25 Maio, 2017

Há pelo menos duas escolhas no teu estilo de vida que influenciam a tua saúde, em particular as mulheres. Um novo estudo 1 diz que há uma correlação entre o cancro da mama, o álcool e o exercício.

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  1. World Cancer Research Fund International/American Institute for Cancer Research. Continuous Update Project Report: Diet, Nutrition, Physical Activity and Breast Cancer. 2017↩

25 Maio, 2017 0 comentário
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Comparação do tamanho da barriga de grávida da Débora às 8 e 38 semanas
Estilo de VidaPesquisa

Mamã leafstyle #5 – Vegan?! Grávida? O que comes?!

por Débora 14 Março, 2017

A alimentação é muito importante em todas as fases da vida, mas principalmente durante a gravidez. Mesmo com o reforço multivitamínico, o bebé precisa de uma panóplia de nutrientes que naturalmente são obtidos através dos alimentos.

Portanto, quanto mais ricos em nutrientes, melhores são os alimentos. E não há muita volta a dar… no que diz respeito a nutrientes importantes, variados e indispensáveis, os vegetais estão, de longe, no topo.

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14 Março, 2017 0 comentário
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Obsessão de Comer
Pesquisa

O que a Dopamina e a Serotonina têm a ver com o que comes?

por Autor Convidado 9 Fevereiro, 2017

O acto de comer faz parte das nossas vidas, mas já alguma vez paraste para pensar porque comes? Uns diriam porque gostamos, outros porque necessitamos para nos mantermos vivos. Ora na primeira resposta comemos porque gostamos de comida e porque tiramos prazer do sabor e cheiro dos alimentos, sendo este aspecto da motivação endógeno. Por outro lado, comemos porque temos fome e desejamos alimento para ficar saciados. Este aspecto do comportamento motivado de comer é considerado como uma “redução do impulso” ou a satisfação de um desejo.

As pessoas consideram que o gostar e o querer são dois aspectos de um mesmo processo, uma vez que estamos mais predisposto a comer aquilo que gostamos, no entanto, estudos sugerem que o gostar e o querer são mediados por diferentes circuitos encefálicos. Ora vejamos…

O Papel da Dopamina na Motivação

O comportamento alimentar é motivado pela estimulação eléctrica do hipotálamo lateral. A ingestão de alimentos é assim motivada pela activação dos neurónios orexigénicos daquela área cerebral. Para além do hipotálamo lateral, a estimulação eléctrica vai também activar os axónios dopaminérgicos do sistema dopaminérgico mesocorticolímbico.
Evidências científicas sugerem que o sistema dopaminérgico tem forte influência na motivação de diversos tipos de comportamentos, incluindo o alimentar. Se, por outro lado, os neurónios dopaminérgicos forem destruídos, ou se os seus receptores da dopamina estiverem bloqueados com drogas, a estimulação eléctrica será menos eficaz do desencadeamento do comportamento alimentar.

Por Nessa los via Wikimedia Commons

Serotonina, Alimento e Humor

Desde sempre que o humor está ligado à ingestão de alimentos, uma pessoa fica satisfeita quando ingere algo de que gosta muito e fica mais triste quando tem de fazer determinadas restrições na sua dieta.
O sistema encefálico responsável pela regulação do humor usa a serotonina como o principal neurotransmissor, sendo esta um forte elo entre alimento e humor.

Investigadores observaram que os níveis de serotonina no hipotálamo são mais baixos nos períodos de jejum, aumentando com a antecipação à chegada de alimento, apresentando um pico durante uma refeição, especialmente como resposta aos hidratos de carbono.

Actualmente acredita-se que disfunções na regulação de serotonina no encéfalo sejam um dos factores que contribuem para as perturbações alimentares, como a anorexia nervosa e a bulimia nervosa. Estas perturbações são normalmente seguidas de episódios de depressão, transtorno severo do humor relacionado a baixos níveis de serotonina no encéfalo. 1

Agora que já sabes mais sobre o que acontece no teu cérebro quando tens fome e quando acabas de comer, nada como saborear uma refeição saudável e desfrutar desse momento!

Bom Apetite e Sorri!

Andreia Vaz

Olá a todos!! Sou natural de Lisboa, mas as minhas raízes Transmontanas fazem-me ser uma amante da natureza, simplicidade e generosidade.

Estudei Psicologia Clínica na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e, diariamente, trabalho com o objectivo de proporcionar à população uma melhor integração e adaptação à sociedade, tarefa árdua, mas muito gratificante!!

Sou adepta de que temos de aproveitar cada momento da nossa vida o melhor que pudermos, e nada melhor do que fazermos o que gostamos, com quem gostamos, acompanhados por uma gargalhada sonora! Gosto muito de estar com a minha família e amigos, de ler, de conhecer novos locais e culturas numa boa viagem, de animais (tenho 2 gatinhos), de uma boa refeição (não tivesse eu as minhas origens), de rir,  e de muitas outras coisas que a vida nos oferece. Actualmente pratico desporto, natação e aulas de grupo, o que considero muito importante, a par com uma alimentação equilibrada, para a manutenção de um estilo de vida saudável.

Espero que gostes do nosso trabalho e que te seja útil no teu dia-a-dia. Desfruta a vida o melhor que conseguires, não esquecendo que tens poder de decisão sobre as tuas escolhas!


  1. Bear, M. F. Connors, B. W. & Paradiso, M. A. (2002). Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. (2a Ed). Porto Alegre: Artmed Editora. ↩

9 Fevereiro, 2017 0 comentário
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Nozes dentro de um pote de vidro
Pesquisa

Ácido Fítico nos frutos secos e sementes… e agora?

por Débora 29 Novembro, 2016

Se já ouviste falar em ácido fítico, é provável que tenha sido associado à expressão “anti-nutriente”.

O ácido fítico (também conhecido como “fitatos”, “IP6” ou “inositol”), tem sido olhado com alguma relutância por muitos, uma vez que diminui a biodisponibilidade (ou a capacidade de absorção) de alguns minerais.1

E onde se encontra o ácido fítico? Nas leguminosas, sementes, frutos secos e cereais integrais.2

“Antes de erradicares o ácido fítico da tua vida, vamos confirmar o que a evidência cientifica diz…”

Conclusão, vamos evitar estes “super-alimentos”?  NÃO, CLARO QUE NÃO!

O que é aconselhado por muitos é adoptar estratégias (demolhar/germinar/cozinhar/fermentar…) para diminuir a concentração do ácido fítico nestes alimentos.345 Ok, é comum que as leguminosas e alguns cereais passem por algum destes processos. Mas tenho de o fazer também para os frutos secos, sementes e cereais como a aveia, ou a cevada? Se o objectivo é diminuir ao máximo a ingestão de ácido fítico, sim…

Mas espera! Antes de erradicares o ácido fítico da tua vida, vamos confirmar o que a evidência cientifica diz sobre ele.

Ácido Fítico como “anti-nutriente”

Em primeiro lugar é importante perceber que para avaliar a absorção mineral dos alimentos ricos em fitatos, todos os componentes do regime alimentar e as suas interacções devem ser consideradas. O que torna difícil prever, com rigor, a biodisponibilidade dos minerais nestes alimentos, “olhando” apenas para a quantidade de fitatos.6

A ingestão de uma grande quantidade de fitatos, através deste grupo de alimentos que os contêm, leva realmente à diminuição da percentagem de absorção de minerais, mas a quantidade de minerais contidos nestes alimentos é tão grande, que a quantidade total de minerais absorvidos pode nem sofrer nenhuma diminuição. E ainda tens as bactérias presentes na flora intestinal. Elas ajudam a metabolizar o excesso de ácido fítico (desde que não tomes antibióticos…).7

Além disso, os benefícios dos fitatos ultrapassam (e muito!) os seus potenciais efeitos “antinutritivos”.

Em última instância, este efeito negativo dos fitatos significa apenas que precisas ingerir mais alimentos vegetais integrais – que, com sabes, são os mais saudáveis. Podes sempre apostar também nos alimentos da família Allium (cebola, alho, chalota, alho-francês, …) que além dos muitos benefícios que têm, são “intensificadores” da absorção mineral – em particular de ferro e zinco.8

“Os benefícios dos fitatos ultrapassam (e muito!) os seus potenciais efeitos “antinutritivos”.”

Apesar destes “perigos” em relação aos minerais (como cálcio), a verdade é que se tem verificado que quem consome mais alimentos ricos em fitatos tem ossos mais fortes. Tem sido revelada a capacidade dos fitatos inibirem a reabsorção óssea, similar ao efeito dos medicamentos para a osteoporose, o que leva à conclusão de que, por um lado, o consumo de alimentos com fitatos tem um efeito protector face à osteoporose, e por outro, o seu baixo consumo deveria ser considerado um factor de risco para a osteoporose.910

O Verdadeiro “anti” – anti-inflamatório, anti-oxidante, anti-cancerígeno

O ácido fítico presente nos alimentos é rapidamente absorvido pelas células cancerígenas e inibe o seu crescimento. Este efeito inibitório já foi demonstrado, na prática, em diferentes tipos de células cancerígenas (leucemia, melanoma, cancro do cólon, mama, colo do útero, próstata, fígado, pâncreas), sem interferir com as células normais.11

Mas não é tudo!

Para um cancro se “estabelecer” passa por outros processos além da proliferação celular (crescimento): invasão dos tecidos envolventes e migração para outros locais (metástases).

“O ácido fítico atinge o cancro… e não interfere com o funcionamento das restantes células.”

Um dos pontos críticos é a invasão nos tecidos envolventes, que é possível graças a um conjunto de enzimas (metaloproteinase matriz) utilizadas pelas células cancerígenas. É aqui que o ácido fítico ganha particular importância, uma vez que começa logo por ajudar a bloquear a capacidade das células cancerígenas produzirem esta enzima e assim limita a invasão tumoral.1213

Além disso, ainda actua sobre o sistema imunitário, aumentando a actividade das células responsáveis por criar a primeira linha de defesa do nosso corpo e de caçar e eliminar as células cancerígenas (neutrófilos e células NK). Como se já não bastasse, e para comprovar a sua eficácia, o ácido fítico ainda interrompe os vasos sanguíneos já formados para alimentar as células cancerígenas e bloqueia a formação de novos vasos (angiogénese). “Só para ter a certeza, vamos matá-las à fome”.141516

O ácido fítico atinge o cancro (nas principais vias de progressão), graças às suas capacidades anti-oxidantes, anti-inflamatórias e imunológicas (desintoxicação, diferenciação e anti-angiogénese), e não interfere com o funcionamento das restantes células.17 Afectar apenas as células “alteradas” e não interferir com as células normais é o melhor que se poderia querer de um agente anticancerígeno, que pode ser “utilizado” em qualquer fase da progressão do cancro. 

“Com tantos benefícios, queres mesmo retirar o ácido fítico da tua alimentação?”

Só mais uns pormenores…

Além de todos estes benefícios de que falámos, foi relatado que o ácido fítico também previne a calcificação e formação de pedras nos rins18 diminui o risco de diabetes, cáries, aterosclerose e doença coronária.19

O ácido fítico tem diversas características importantes, mas continua a existir o dogma em relação ao seu papel “anti-nutritivo”. Com tantos benefícios para a saúde, queres mesmo retirar o ácido fítico da tua alimentação?

És tu que decides…


  1. Zhou J. and Erdman JW. Phytic acid in health and disease. Critical Reviews In Food Science And Nutrition 1995 Vol. 35 , Iss. 6↩

  2. Urbano G, López-Jurado M, Aranda P, Vidal-Valverde C, Tenorio E, Porres J. The role of phytic acid in legumes: antinutrient or beneficial function? J Physiol Biochem. 2000 Sep;56(3):283-94 ↩

  3. Urbano G, López-Jurado M, Aranda P, Vidal-Valverde C, Tenorio E, Porres J. The role of phytic acid in legumes: antinutrient or beneficial function? J Physiol Biochem. 2000 Sep;56(3):283-94 ↩

  4. Reddy, NR. Pierson, MD. Reduction in antinutritional and toxic components in plant foods by fermentation. Food Research International, Volume 27, Issue 3, 1994, Pages 281-290 ↩

  5. Egli, I., Davidsson, L., Juillerat, M.A., Barclay, D. and Hurrell, R.F. The Influence of Soaking and Germination on the Phytase Activity and Phytic Acid Content of Grains and Seeds Potentially Useful for Complementary Feedin. Journal of Food Science, 2002 67: 3484–3488↩

  6. Lopez H, Leenhardt F, et al. Minerals and phytic acid interactions: is it a real problem for human nutrition? International Journal of Food Science & Technology (2002) 37: 727–739↩

  7. R. Greiner, U. Konietzny, K. D. Jany. Phytate – an undesirable constituent of plant-based foods? Journal fur Ernahrungsmedizin 2006 8(3):18 – 28 ↩

  8. Gautam, S. Platel, K. and Srinivasan, K. Higher Bioaccessibility of Iron and Zinc from Food Grains in the Presence of Garlic and Onion. Journal of Agricultural and Food Chemistry 2010 58 (14)↩

  9. López-González A, Grases F, Roca P, Mari B, Vicente-Herrero MT, Costa-Bauzá A. Phytate (myo-inositol hexaphosphate) and risk factors for osteoporosis. J Med Food. 2008 Dec;11(4):747-52 ↩

  10. López-González A, Grases F, Monroy N, Marí B, Vicente-Herrero MT, Tur F, Perelló J. Protective effect of myo-inositol hexaphosphate (phytate) on bone mass loss in postmenopausal women.Eur J Nutr. 2013 Mar;52(2):717-26 ↩

  11. G. L. Deliliers, F. Servida, N. S. Fracchiolla, C. Ricci, C. Borsotti, G. Colombo, D. Soligo. Effect of inositol hexaphosphate (IP6) on human normal and leukaemic haematopoietic cells. British journal of haematology 2002 117(3):577 – 587 ↩

  12. Vucenik I, Shamsuddin AM. Cancer inhibition by inositol hexaphosphate (IP6) and inositol: from laboratory to clinic. J Nutr. 2003 Nov;133(11 Suppl 1):3778S-3784S.↩

  13. I. Vucenik, A. M. Shamsuddin. Protection against cancer by dietary IP6 and inositol. Nutr Cancer 2006 55(2):109 – 125 ↩

  14. Vucenik, I. Passaniti, A. Vitolo, MI. Tantivejkul, K. Eggleton, P. and Shamsuddin, M. Anti-angiogenic activity of inositol hexaphosphate (IP6). Carcinogenesis (2004) 25 (11): 2115-2123↩

  15. Shamsuddin, AM. Vucenik, I. Cole, CE. IP6: A novel anti-cancer agent. Life Sciences, Volume 61, Issue 4, 1997, 343-354↩

  16. Shamsuddin, A. M. Anti-cancer function of phytic acid. International Journal of Food Science & Technology, 2002 37: 769–782↩

  17. Tantivejkul K, Vucenik I, Shamsuddin AM. Inositol hexaphosphate (IP6) inhibits key events of cancer metastasis: II. Effects on integrins and focal adhesions. Anticancer Res. 2003 Sep-Oct;23(5A):3681-9↩

  18. Grases, Felix, Antonia Costa-Bauza, and Rafel M Prieto. “Renal Lithiasis and Nutrition.” Nutrition Journal 5 (2006): 23↩

  19. R. Greiner, U. Konietzny, K. D. Jany. Phytate – an undesirable constituent of plant-based foods? Journal fur Ernahrungsmedizin 2006 8(3):18 – 28↩

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Pesquisa

Não, as sementes não fazem mal à saúde. A estupidez faz.

por Débora 8 Novembro, 2016

As sementes são riquíssimas e podem até ser consideradas superalimentos. Cada semente é única e contém diferentes conjugações de vitaminas, minerais e fitoquímicos, além de fibra e ainda são uma boa fonte de gordura.1

Conjugando diferentes tipos de sementes é possível “acumular” vários benefícios, como por exemplo:

  • melhoria do humor e diminuição da ansiedade2
  • prevenção/redução do cancro da próstata34
  • protecção contra o cancro da mama5
  • propriedades anti-inflamatórias67
  • prevenção/redução de hipertensão8
  • redução do colesterol, perda de peso, prevenção/reversão da diabetes…9

Então ingerir sementes é bom. E quanto mais melhor, certo? Errado!

Talvez “quanto mais melhor”, no que toca a variedade, mas no que toca a quantidade, vamos procurar ter um bocadinho de bom senso e não andar a comer sementes à colher… nem como remédio milagroso que neutraliza os malefícios da jantarada da noite anterior ou prepara o corpo para a festa da próxima semana.

Quem já não ouviu falar dos perigos da chia quando comida à colher ou de tantas outras sementes quando consumidas em excesso, como se tratasse de um medicamento?

“As sementes são fundamentais para o bom funcionamento de todo o corpo e não só do intestino.”

Parece-me que o ponto em comum nestes casos não sejam os perigos das sementes, mas sim os perigos de comportamentos pouco inteligentes da parte de quem as consome.

As várias sementes devem ser consumidas de forma regular e integradas num regime alimentar variado… que por si só já controla a tendência que possa haver para os excessos de consumo de um alimento em particular.

As sementes são fundamentais para o bom funcionamento de todo o corpo e não só do intestino, por isso vamos aproveitar todos os benefícios de forma inteligente?


  1. Fuhrman, J. Nuts and Seeds Essential for Good Health and Weight Loss. ↩

  2. Hudson C, Hudson S, Mackenzie J. Protein-source tryptophan as an efficacious treatment for social anxiety disorder: a pilot study. Can J Physiol Pharmacol. 2007;85:928-32↩

  3. Demark-Wahnefried W1, Price DT, Polascik TJ, Robertson CN, Anderson EE, Paulson DF, Walther PJ, Gannon M, Vollmer RT. Pilot study of dietary fat restriction and flaxseed supplementation in men with prostate cancer before surgery: exploring the effects on hormonal levels, prostate-specific antigen, and histopathologic features. Urology. 2001 Jul;58(1):47-52. ↩

  4. Demark-Wahnefried, Wendy et al. Flaxseed Supplementation (not Dietary Fat Restriction) Reduces Prostate Cancer Proliferation Rates in Men Presurgery. Cancer epidemiology, biomarkers & prevention : a publication of the American Association for Cancer Research, cosponsored by the American Society of Preventive Oncology 17.12 (2008): 3577–3587↩

  5. Fuhrman, J. Fight Breast Cancer with Flax and Chia seeds. ↩

  6. Khadem Haghighian, M., Alipoor, B., Malek Mahdavi, A., Eftekhar Sadat, B., Asghari Jafarabadi, M., & Moghaddam, A. (2015). Effects of sesame seed supplementation on inflammatory factors and oxidative stress biomarkers in patients with knee osteoarthritis. Acta Medica Iranica, 53(4), 207-213↩

  7. Eftekhar Sadat B1, Khadem Haghighian M, Alipoor B, Malek Mahdavi A, Asghari Jafarabadi M, Moghaddam A. Effects of sesame seed supplementation on clinical signs and symptoms in patients with knee osteoarthritis. Int J Rheum Dis. 2013 Oct;16(5):578-82↩

  8. Delfin Rodriguez-Leyva, Wendy Weighell, Andrea L. Edel, Renee LaVallee, Elena Dibrov, Reinhold Pinneker, Thane G. Maddaford, Bram Ramjiawan, Michel Aliani, Randolph Guzman and Grant N. Pierce. Potent Antihypertensive Action of Dietary Flaxseed in Hypertensive Patients. Hypertension. 2013;62:1081-1089↩

  9. Fuhrman, J. Nuts and Seeds Essential for Good Health and Weight Loss. ↩

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Duas crianças a rir
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Benefícios do Riso e do Humor para a Saúde

por Autor Convidado 1 Setembro, 2016

Todos nós, em vários momentos das nossas vidas, já sorrimos, demos gargalhadas, chorámos de rir, rimos ao chorarmos. De facto o riso também é uma forma de comunicar, e é compreendida em qualquer parte do mundo! É um acto social e uma partilha de alegria e felicidade.

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1 Setembro, 2016 0 comentário
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Havainas e Toalha num soalho de madeira
Pesquisa

Vitamina D – O Herói Desconhecido

por Marcos 5 Agosto, 2016

De certeza que já ouviste falar da vitamina D e do quão importante ela é para os teus ossos.

Vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, maioritariamente produzida pelo corpo quando é exposto à radiação ultra-violeta do Sol. Funciona como uma hormona porque envia uma mensagem para os intestinos aumentarem a absorção de cálcio e fósforo. Também estimula a actividade dos osteoblastos (“construtores” do osso). Aqui está o porquê de te ajudarem a manter os ossos fortes.

Estima-se que mais de 50 milhões de adultos nos Estados Unidas da América têm ou estão em risco de desenvolver osteoporose.

E qual é a relação com a vitamina D? Níveis deficientes de vitamina D levam a uma diminuição da absorção de cálcio, o que é mais preocupante para as mulheres na pós-menopausa.

Outros Benefícios da Vitamina D

Fala-se muito nos ossos mas pouco se fala nos outros benefícios da vitamina D. Pensa-se que níveis deficientes desta vitamina levam ao aparecimento de doenças tais como o cancro, diabetes, doenças cardiovasculares, depressão, doenças auto-imunes e a diminuição da capacidade cognitiva.

“Níveis deficientes de vitamina D levam ao aparecimento de doenças tais como o cancro, diabetes, doenças cardiovasculares, depressão, doenças auto-imunes e a diminuição da capacidade cognitiva.”

Em relação ao cancro, estudos apontam que a vitamina D pode ser uma poderosa protecção.

Existe uma relação inversa entre os níveis de vitamina D e o cancro da mama. Mulheres com os níveis mais altos de vitamina D têm uma redução do risco de cancro da mama em 45%. Cerca de 75% das mulheres com cancro da mama têm deficiência de vitamina D.

Um estudo de 2009 concluiu que níveis normais de vitamina D estavam associados a uma redução do cancro colo-rectal e mesmo em doentes diagnosticados, níveis altos de vitamina D estavam associados a uma redução do índice de mortalidade.

A insuficiência de vitamina D também está associada ao cancro da próstata, pâncreas, pulmão e endométrio.

A vitamina D tem a capacidade de inibir o crescimento de células cancerígenas derivadas da mama, cólon, próstata e pele. O mesmo estudo concluiu que a suplementação com vitamina D3 está associado a uma redução em 12% do risco de morte por cancro.

Suplementação

Dissemos que a exposição ao Sol é uma das fontes de produção de vitamina D, mas hoje em dia passamos muito tempo no interior de edifícios e pouco tempo expostos ao Sol, o que torna a suplementação uma necessidade para podermos ter os valores mínimos.

Quando falamos em suplementação de vitamina D, esta pode ser feita de duas formas diferentes, vitamina D2 (ergocalciferol) e vitamina D3 (colecalciferol)

Modelo de uma molecule de cholecalciferol (vitamina D3)
Molécula de Colecalciferol (Vitamina D3) – Por Ben Mills, via Wikimedia Commons

Modelo de uma molecule de Ergocalciferol (vitamina D2)
Molécula de Ergocalciferol (Vitamina D2) – Por Jynto, via Wikimedia Commons

A D3 é a forma natural da vitamina D, sendo a mais segura, de melhor qualidade e apresenta uma actividade biológica mais activa que a D2. Uma revisão de literatura concluiu que a suplementação de vitamina D3 pode levar à diminuição do risco de mortalidade nos idosos, no entanto a mesma conclusão não se verificou para a D2.

Quanto é demais?

Podes pensar que quanto mais de uma vez melhor, mas não é bem assim. Alguns estudos associaram doses elevadas (300 000 IU1, 500 000 IU) de vitamina D2 e D3 dadas numa dose única anual, com um aumento do risco de fractura da anca. Ainda não se percebeu o porquê deste fenómeno, mas uma possível explicação assume que com níveis elevados de vitamina D há uma aceleração no processo de reabsorção e formação do tecido ósseo que leva a um enfraquecimento do osso existente.

Garante Os Teus Níveis de Vitamina D

Uma dosagem constante e moderada de vitamina D3 é a forma segura de garantir os níveis adequados. Entre os especialistas, existe um “acordo” que 25(OH)D2deverá estar acima dos 30 ng/ml. Valores acima de 45 ng/ml não são benéficos podendo mesmo ser prejudiciais.

No entanto, a carência desta vitamina começa a ser reconhecida como uma pandemia, afectando 30-50% da população mundial.

“A carência de vit. D começa a ser reconhecida como uma pandemia, afectando 30-50% da população mundial.”

De qualquer forma a maior fonte de vitamina D é a que é produzida na pele em resposta à luz solar, mas não é suficiente ao longo de todo o ano nem em todas as alturas do dia (mas isso é conversa para outro artigo).

A alimentação não é uma boa opção para garantir os níveis mínimos de vitamina D, uma vez que muito poucos alimentos têm vitamina D.

O que é certo é que estamos no Verão e é uma boa altura para produzires vitamina D. Aproveita o Sol de forma responsável e para os meses de Inverno faz análises à vitamina D e aconselha-te com o teu médico sobre como garantires os níveis mínimos desta vitamina.

Vitamin D is Critical to Overall Health | Dr. Fuhrman


  1. Unidade Internacional – é uma unidade de medida de uma quantidade de substância, é baseada na actividade biológica ou efeito, para assim ser mais fácil comparar substâncias. Para a vitamina D, 1 IU é equivalente a 25 ng (nanogramas).↩

  2. Calcifediol – É o composto derivado da hidroxilação da vitamina D3 no fígado. É a maneira utilizada pelos laboratórios para determinar os níveis de vitamina D numa pessoa.↩

5 Agosto, 2016 0 comentário
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Homem a fazer musculação
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Quantas repetições?

por Autor Convidado 28 Julho, 2016

Os treinos são quase sempre apresentados sob a forma de séries e repetições relativas a um dado exercício. Já deves ter reparado em praticantes a realizar 15 repetições durante a execução de um movimento, enquanto outros se ficam apenas pelas 6 repetições no mesmo exercício.

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28 Julho, 2016 0 comentário
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Mão de adulto (simboliza Deus) com indicador esticado toca no dedo esticado da mão de uma criança (simboliza o ser humano)
Pesquisa

O “Ponto de Deus”

por Autor Convidado 8 Julho, 2016

O biólogo Richard Dawkins materializou a noção da presença de Deus no cérebro humano através da descrição do “Ponto Deus” – “The God Spot”. É descrito como uma área do cérebro que, à semelhança das áreas cerebrais que estão associadas à linguagem, à projeção, à associação, entre outras, criam sentimentos e comportamentos específicos, que neste caso são alucinações, experiências e noções de presença de Deus perante um estimulo – meditação e oração.1

Mas afinal, como, no processo evolutivo, encaixamos a criação da identidade de Deus? ”Por que os humanos evoluiriam de tal maneira que viessem a acreditar no que não existe?”.2

Aceitar a existência de um Ser Superior e integrá-Lo na nossa vida transforma a forma como encaramos cada dificuldade, alegria e insegurança. O médico psiquiatra do ISPA, Dr. José Teixeira, parafraseia Van Deurzen-Smith, explicando que “a existência enquanto estar-no-mundo envolve a unidade entre o indivíduo e o meio em quatro dimensões, que são as dimensões da existência: física, social, psicológica e espiritual.3

“Aceitar a existência de um Ser Superior transforma a forma como encaramos cada dificuldade…”

Não podemos ignorar que os investigadores da Universidade de Missouri evidenciam que o nosso cérebro comporta áreas responsáveis pela espiritualidade. Concluem que a espiritualidade é um fenómeno complexo e várias áreas do cérebro são envolvidas nesse processo de experiência espiritual. Ou seja, a vertente espiritual na vida do ser humano existe. Pode ser vivida de forma positiva ou negativa, mas existe.

Espiritualidade e Saúde

Dr. Johnstone mostra que pessoas com vivências espirituais negativas (sentimentos de abandono, punição, menor frequência de práticas religiosas, menor nível de perdão, entre outros) têm saúde física mais debilitada, pior saúde mental e mais episódios de dor, enquanto experiências espirituais positivas de aumento de confiança em Deus e maior capacidade de perdão, estão associados a melhor saúde mental e modo de encarar a dor.  A confiança parece ser um elo de separação entre estes dois estados. O objecto da confiança é determinante para que atue da forma certa para uma saúde melhor.4 Vários estudos indicam que “há evidência disponível para se afirmar que o envolvimento religioso normalmente está associado a melhor saúde mental.”5 Em relação à pandemia da depressão, dezenas de estudos de intervenção descobriram que a integração de crenças espirituais e religiosas dos clientes na terapia é pelo menos tão eficaz na redução da depressão como os tratamentos seculares. A base da espiritualidade e de uma relação com Deus não está na gestão da confiança em nós próprios, não está centrada no eu, muito menos está relacionada com a auto-ajuda. Está sim intimamente ligada à deposição total do eu nas mãos de um Ser Superior.6

“A espiritualidade faz parte do nosso cérebro e a confiança depositada em Deus melhora a saúde.”

No que acreditar?

Existem evidencias tanto conceptuais como materiais da existência de Deus. Compreendemos que a espiritualidade faz parte integrante do nosso cérebro e o desenvolvimento da confiança gerada através do relacionamento com Ele traz melhorias do estado de saúde geral trazendo paz, esperança e segurança. Entre duas opções – o acaso e o planeado – será que faz sentido escolher uma vida sem propósito? Dependendo apenas de mim próprio, que deixo de existir assim que morro? Ou não será mais vantajoso viver uma vida de paz e tranquilidade, cuja confiança está totalmente depositada num Ser Inteligente Superior, cujas necessidades existenciais são resolvidas e existe um sentido?

“É do extraordinário que as pessoas necessitam para viver uma vida para lá da dor e do sofrimento.”

Aqueles que apoiam fortemente a teoria de que somos apenas matéria procuram emergir das experiências humanas que reforçam a teoria da existência de Deus. Mas d’Souza está certo: Deus é o futuro. Ainda que a AASA (Ateus e Agnósticos – Sociedade Ateísta) utilize a citação do ateísta Carl Sagan como meio de ridicularizar a crença em Deus “Alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”, podemos dizer que é do extraordinário que as pessoas tanto necessitam para viver uma vida para lá do sectarismo, da dor e do sofrimento.

Joana Curado

Sou fã de favas, música clássica, escalada, fotografia e uma boa conversa à fogueira. Vendo bem, sou fã do natural! Sou fisioterapeuta dedicada a prevenir a incidência de problemas evitáveis dada a força dos anos e actividade.

Passei por muitos lugares e muitas culturas. Em todas elas encontrei um punhado de gente feliz. E eu quero pertencer a esse punhado na minha terra! Das muitas coisas que já retive, aprendi que uma dose diária de exercício, uma boa noite de sono e um começo de dia sereno a cultivar a ligação com o Céu, tornam o meu dia mais produtivo, confiante e alegre.


  1. Dawkins, R. (2006). The God Delusion. London : Bantam Press↩

  2. D’Souza, D. (2008). What’s so great about Christianity. Washington, DC: Regnery Pub↩

  3. Teixeira, J. (2006). Introdução à psicoterapia existencial. Análise Psicológica, 3 (XXIV): 289-309↩

  4. Johnstone B. et. al (2015) Relationships Between Negative Spiritual Beliefs and Health Outcomes for Individuals With Heterogeneous Medical Conditions Journal of Spirituality in Mental Health Vol. 17, Iss. 2↩

  5. Moreira-Almeida, A; Neto, F; Koenig, H. (2006) Religiousness and mental health: a review. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.28, n.3, pp.242-250↩

  6. Pearce et al (2015) Religiously Integrated Cognitive Behavioral Therapy: A New Method of Treatment for Major Depression in Patients With Chronic Medical Illness. Psychotherapy (Chicago, Ill.), 52(1), 56–66↩

8 Julho, 2016 0 comentário
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